Domingo, um dia bem
depressivo (pelo menos pra mim), sei lá, deve ser o fato de que no outro dia
começa a semana, e com ela as responsabilidades como o trabalho, faculdade,
essas coisas... Tudo isso me deixa depressiva (brincadeira, hahaha). Mas é
sério, domingo, pra mim, é um ótimo dia para não se fazer nada, e como uma
ótima fazedora de nada que sou tava deitada pensando na vida e lembrei de um
filme que assisti há um tempo, Na Natureza Selvagem é o nome dele e resolvi
comentar sobre o mesmo aqui.
Outro dia eu tava ouvindo Wish You Were Here de Pink Floyd, no YouTube quando me deparei com algumas cenas do
filme em um dos vídeos adaptados para a música. Até então eu não o tinha
assistido, mas fiquei encantada com aquelas imagens, as fotografias eram lindas,
e quando vistas com a música rolando tudo se encaixava. Então fui pesquisar até
encontrar Into The Wild. O longa é dirigido por Sean Penn um roteirista,
produtor, ator, lindão, fodão e diretor de cinema norte-americano.
Na Natureza Selvagem conta a história
de Christopher MacCandlees um jovem de 24 anos, que decidiu sair da sua zona de
conforto, onde tinha tudo, e ao mesmo tempo, não tinha nada, ele sentia que era
vida o que lhe faltava. Chris doou o que tinha para a caridade, esqueceu seus
documentos e saiu sem rumo, mas sabendo muito bem pra onde ia. Ele dedicou
meses de sua vida para viver de verdade, se entregou a natureza, conheceu
pessoas, enfrentou seus medos, e acima de tudo, viveu. E tudo isso sem falar da trilha sonora, nosso querido Eddie Vedder se superou.
O filme me fez pensar bastante no que sou hoje e no que quero ser, sabe? Me fez refletir e enxergar as coisas ao meu redor, as preocupações diárias, o trabalho, tudo. A gente passa a maior parte da vida trabalhando, pra no fundo, dar satisfação ao mundo com nossos bens matérias adquiridos. Mas, na maioria das vezes esquecemos de nos perguntar o que queremos de verdade, se isso nos basta. Casa própria, carro, tudo isso é bom, mas será que é o suficiente? Independência financeira é ótima, tenho a minha desde os 17 anos e confesso que não fiz nem metade das coisas que eu realmente queria fazer, mas ainda tenho tempo (calma aí), na verdade enquanto há vida, há tempo.
Costumamos dar tanta importância pra opinião
alheia, às vezes preferimos viver insatisfeitos para dar satisfação a quem nos
cerca e muitas vezes por medo de sair da nossa zona de conforto, só que a vida
é mais que isso. A vida é curta demais e precisa ser bem vivida, precisamos
fazer o que realmente queremos, com vontade, com amor, sem medo dos julgamentos
que, por consequência virão, carregando aprendizados, errando, aprendendo e
procurando fazer diferente, procurando acertar. Raul Seixas dizia isso muito
bem na música Ouro de Tolo (uma das minhas favoritas do Raulzito), que também
faz com que a gente levante esse questionamento sobre o que somos e o que
queremos ser.
Olha só quem tá falando, logo eu que
vivo me fazendo cobrança relacionada a trabalho, que sempre me importei tanto
com o que os outros falam ou poderiam falar de mim... mas repensar a vida faz
parte e ver que tenho uma porção de coisas realmente grandes pra conquistar e
não ficar aqui parada também. Recomendo o filme (que inclusive, tem
na Netflix) recomendo ouvir Pink Floyd, Raul Seixas e recomendo uma reflexão sobre sua vida. Até mais!

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