domingo, 3 de abril de 2016

Somos o que queremos ser

Domingo, um dia bem depressivo (pelo menos pra mim), sei lá, deve ser o fato de que no outro dia começa a semana, e com ela as responsabilidades como o trabalho, faculdade, essas coisas... Tudo isso me deixa depressiva (brincadeira, hahaha). Mas é sério, domingo, pra mim, é um ótimo dia para não se fazer nada, e como uma ótima fazedora de nada que sou tava deitada pensando na vida e lembrei de um filme que assisti há um tempo, Na Natureza Selvagem é o nome dele e resolvi comentar sobre o mesmo aqui.

Outro dia eu tava ouvindo Wish You Were Here de Pink Floyd, no YouTube quando me deparei com algumas cenas do filme em um dos vídeos adaptados para a música. Até então eu não o tinha assistido, mas fiquei encantada com aquelas imagens, as fotografias eram lindas, e quando vistas com a música rolando tudo se encaixava. Então fui pesquisar até encontrar Into The Wild. O longa é dirigido por Sean Penn um roteirista, produtor, ator, lindão, fodão e diretor de cinema norte-americano.

Na Natureza Selvagem conta a história de Christopher MacCandlees um jovem de 24 anos, que decidiu sair da sua zona de conforto, onde tinha tudo, e ao mesmo tempo, não tinha nada, ele sentia que era vida o que lhe faltava. Chris doou o que tinha para a caridade, esqueceu seus documentos e saiu sem rumo, mas sabendo muito bem pra onde ia. Ele dedicou meses de sua vida para viver de verdade, se entregou a natureza, conheceu pessoas, enfrentou seus medos, e acima de tudo, viveu. E tudo isso sem falar da trilha sonora, nosso querido Eddie Vedder se superou. 



O filme me fez pensar bastante no que sou hoje e no que quero ser, sabe? Me fez refletir  e enxergar as coisas ao meu redor, as preocupações diárias, o trabalho, tudo.  A gente passa a maior parte da vida trabalhando, pra no fundo, dar satisfação ao mundo com nossos bens matérias adquiridos. Mas, na maioria das vezes esquecemos de nos perguntar o que queremos de verdade, se isso nos basta. Casa própria, carro, tudo isso é bom, mas será que é o suficiente? Independência financeira é ótima, tenho a minha desde os 17 anos e confesso que não fiz nem metade das coisas que eu realmente queria fazer, mas ainda tenho tempo (calma aí), na verdade enquanto há vida, há tempo. 

Costumamos dar tanta importância pra opinião alheia, às vezes preferimos viver insatisfeitos para dar satisfação a quem nos cerca e muitas vezes por medo de sair da nossa zona de conforto, só que a vida é mais que isso. A vida é curta demais e precisa ser bem vivida, precisamos fazer o que realmente queremos, com vontade, com amor, sem medo dos julgamentos que, por consequência virão, carregando aprendizados, errando, aprendendo e procurando fazer diferente, procurando acertar. Raul Seixas dizia isso muito bem na música Ouro de Tolo (uma das minhas favoritas do Raulzito), que também faz com que a gente levante esse questionamento sobre o que somos e o que queremos ser.

Olha só quem tá falando, logo eu que vivo me fazendo cobrança relacionada a trabalho, que sempre me importei tanto com o que os outros falam ou poderiam falar de mim... mas repensar a vida faz parte e ver que tenho uma porção de coisas realmente grandes pra conquistar e não ficar aqui parada também. Recomendo o filme (que inclusive, tem na Netflix) recomendo ouvir Pink Floyd, Raul Seixas e recomendo uma reflexão sobre sua vida. Até mais! 

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