quinta-feira, 14 de abril de 2016

Eu sei que você pode mais

Oiii, leitores imaginários!
Hoje eu tô muito feliz! Feliz por estar cercada de pessoas maravilhosas, que andam comigo e torcem muito por mim. Feliz por estar sendo reconhecida profissionalmente. Feliz por lembrar que é último ano de faculdade e em breve serei uma jornalista formada. Feliz por estar viva! Tudo acontece no tempo certo, nunca desistam dos seus sonhos e lembrem-se: felicidade e amor devem ser compartilhados.
Então, vai uma música inspiradora do Raul - e que eu adoro.

Por quem os sinos dobram

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Santa Cruz e seus seguidores: com Pedro Luna (Jesus Tricolor)

Nascido e criado na periferia de Olinda, Pedro Luna é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco e ficou conhecido por Jesus Tricolor. Um personagem considerado um dos torcedores símbolos do Santa Cruz Futebol Clube conta sobre sua vida pessoal, projetos futuros e como começou essa jornada de paixão pelo clube de coração.

Conseguir essa entrevista não foi tão fácil assim, apesar de já conhecer o Pedro há um certo tempo. Acho que o desafio maior foi conciliar os nossos horários. Depois de alguns dias de tentativas, enfim, nos encontramos na loja do Santa Cruz, onde conseguimos conversar e assim realizar esse trabalho. É fácil encontrar informações sobre essa figura, não só através do clube pelo qual também sou torcedora, mas pelos movimentos sociais em que ele é envolvido. Havíamos conversado previamente sobre assuntos do dia a dia e sobre o tipo de entrevista que iria fazer. 
  
O inicio da conversa foi bem clichê, perguntei de onde surgiu a ideia de se caracterizar como Jesus. “Carregar essa imagem simbólica de Cristo faz parte de mim desde quando ainda era adolescente, na periferia de Olinda-PE. Fui da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde fiz parte do grupo jovem e atuei no teatro religioso desta paróquia. Fiz a 1° Paixão de Cristo da minha comunidade, além de encenar alguns trechos isolados da bíblia em comunidades da minha cidade”. Pedro também participa de movimentos sociais e políticos lutando por igualdade, melhorias nos transportes públicos, educação, direito das mulheres, e na maioria dessas ocasiões ele se caracterizava de Jesus. “Esta era a forma que encontrei para fazer as pessoas refletirem sobre o nosso papel na construção de uma sociedade melhor, algo que está em toda mensagem de Jesus Cristo”, comentou.

A paixão pelo Santa Cruz começou aos 12 anos de idade, ele morava em São Paulo e ao retornar a Recife, seu pai o colocou na escolinha de futebol do Santa. Pedro chegou a jogar nos intervalos dos jogos no Arruda. A partir disso surgiu o amor pelo clube e o desejo de estar presente em todos os jogos. Quando não tinha dinheiro para ir ao jogo, ele se aproveitava dos tumultos nas catracas, que eram comuns na época, e conseguia entrar no estádio.

A partir de 2009, decidiu que deveria acompanhar o Santa Cruz em todos os jogos e, como já carregava o personagem “Jesus” há muitos anos, pensou em levá-lo aos estádios com a mesma proposta social que ele sempre usava. Apesar de gerar algumas polêmicas como “usar a imagem de Jesus em vão” e os comentários de algumas pessoas sobre “estar brincando com a imagem de Jesus”, Pedro seguiu com a sua ideia e levou adiante. Deu certo. A grande massa tricolor apoia o personagem e as mensagens que ele passa está sendo captada pela maioria dos torcedores por todo país.

Tratando um pouco mais do Pedro perguntei se o personagem Jesus Tricolor já chegou a atrapalha-lo na vida pessoal ou profissional. “Já atrapalhou muito, fui demitido de alguns empregos porque acabava faltando o trabalho pra ir aos jogos do Santa.” Ele também comentou que as pessoas o confundem muito pelo seu personagem, que já foi criticado por estar em algum bar junto aos  amigos, por namorar, por ser encontrado em shows, e algumas outras coisas em que as pessoas julgam “inadequadas” para “Jesus”. “Eu sou uma pessoa igual a todas as outras, gosto de sair pra conversar com meus amigos, tenho minhas vontades próprias, gosto muito de ler e amo também!”

No meio da entrevista Pedro falou sobre seu mais novo projeto como Youtuber. Influenciado por alguns amigos youtuberes, ele pensa em montar o próprio canal onde pretende evidenciar suas viagens a jogos, filosofia de vida, o dia a dia em geral do Pedro e do Jesus.

         Confira tudo isso no vídeo:



Ah! a primeira coisa que ele fala é: Meu nome é Pedro Luna.
Tô falando porque não dá pra ouvir direito :x











domingo, 3 de abril de 2016

Somos o que queremos ser

Domingo, um dia bem depressivo (pelo menos pra mim), sei lá, deve ser o fato de que no outro dia começa a semana, e com ela as responsabilidades como o trabalho, faculdade, essas coisas... Tudo isso me deixa depressiva (brincadeira, hahaha). Mas é sério, domingo, pra mim, é um ótimo dia para não se fazer nada, e como uma ótima fazedora de nada que sou tava deitada pensando na vida e lembrei de um filme que assisti há um tempo, Na Natureza Selvagem é o nome dele e resolvi comentar sobre o mesmo aqui.

Outro dia eu tava ouvindo Wish You Were Here de Pink Floyd, no YouTube quando me deparei com algumas cenas do filme em um dos vídeos adaptados para a música. Até então eu não o tinha assistido, mas fiquei encantada com aquelas imagens, as fotografias eram lindas, e quando vistas com a música rolando tudo se encaixava. Então fui pesquisar até encontrar Into The Wild. O longa é dirigido por Sean Penn um roteirista, produtor, ator, lindão, fodão e diretor de cinema norte-americano.

Na Natureza Selvagem conta a história de Christopher MacCandlees um jovem de 24 anos, que decidiu sair da sua zona de conforto, onde tinha tudo, e ao mesmo tempo, não tinha nada, ele sentia que era vida o que lhe faltava. Chris doou o que tinha para a caridade, esqueceu seus documentos e saiu sem rumo, mas sabendo muito bem pra onde ia. Ele dedicou meses de sua vida para viver de verdade, se entregou a natureza, conheceu pessoas, enfrentou seus medos, e acima de tudo, viveu. E tudo isso sem falar da trilha sonora, nosso querido Eddie Vedder se superou. 



O filme me fez pensar bastante no que sou hoje e no que quero ser, sabe? Me fez refletir  e enxergar as coisas ao meu redor, as preocupações diárias, o trabalho, tudo.  A gente passa a maior parte da vida trabalhando, pra no fundo, dar satisfação ao mundo com nossos bens matérias adquiridos. Mas, na maioria das vezes esquecemos de nos perguntar o que queremos de verdade, se isso nos basta. Casa própria, carro, tudo isso é bom, mas será que é o suficiente? Independência financeira é ótima, tenho a minha desde os 17 anos e confesso que não fiz nem metade das coisas que eu realmente queria fazer, mas ainda tenho tempo (calma aí), na verdade enquanto há vida, há tempo. 

Costumamos dar tanta importância pra opinião alheia, às vezes preferimos viver insatisfeitos para dar satisfação a quem nos cerca e muitas vezes por medo de sair da nossa zona de conforto, só que a vida é mais que isso. A vida é curta demais e precisa ser bem vivida, precisamos fazer o que realmente queremos, com vontade, com amor, sem medo dos julgamentos que, por consequência virão, carregando aprendizados, errando, aprendendo e procurando fazer diferente, procurando acertar. Raul Seixas dizia isso muito bem na música Ouro de Tolo (uma das minhas favoritas do Raulzito), que também faz com que a gente levante esse questionamento sobre o que somos e o que queremos ser.

Olha só quem tá falando, logo eu que vivo me fazendo cobrança relacionada a trabalho, que sempre me importei tanto com o que os outros falam ou poderiam falar de mim... mas repensar a vida faz parte e ver que tenho uma porção de coisas realmente grandes pra conquistar e não ficar aqui parada também. Recomendo o filme (que inclusive, tem na Netflix) recomendo ouvir Pink Floyd, Raul Seixas e recomendo uma reflexão sobre sua vida. Até mais!