Hoje eu tô muito feliz! Feliz por estar cercada de pessoas maravilhosas, que andam comigo e torcem muito por mim. Feliz por estar sendo reconhecida profissionalmente. Feliz por lembrar que é último ano de faculdade e em breve serei uma jornalista formada. Feliz por estar viva! Tudo acontece no tempo certo, nunca desistam dos seus sonhos e lembrem-se: felicidade e amor devem ser compartilhados.
Então, vai uma música inspiradora do Raul - e que eu adoro.
Por quem os sinos dobram
Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Nascido e criado na periferia de
Olinda, Pedro Luna é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de
Pernambuco e ficou conhecido por Jesus Tricolor. Um personagem considerado um
dos torcedores símbolos do Santa Cruz Futebol Clube conta sobre sua vida
pessoal, projetos futuros e como começou essa jornada de paixão pelo clube de coração.
Conseguir essa entrevista não
foi tão fácil assim, apesar de já conhecer o Pedro há um certo tempo. Acho que
o desafio maior foi conciliar os nossos horários. Depois de alguns
dias de tentativas, enfim, nos encontramos na loja do Santa Cruz, onde conseguimos conversar e assim realizar esse trabalho. É fácil encontrar
informações sobre essa figura, não só através do clube pelo qual também sou
torcedora, mas pelos movimentos sociais em que ele é envolvido. Havíamos
conversado previamente sobre assuntos do dia a dia e sobre o tipo de entrevista
que iria fazer.
O inicio da conversa foi
bem clichê, perguntei de onde surgiu a ideia de se caracterizar como Jesus. “Carregar
essa imagem simbólica de Cristo faz parte de mim desde quando ainda era
adolescente, na periferia de Olinda-PE. Fui da Paróquia Sagrado Coração de
Jesus, onde fiz parte do grupo jovem e atuei no teatro religioso desta
paróquia. Fiz a 1° Paixão de Cristo da minha comunidade, além de encenar
alguns trechos isolados da bíblia em comunidades da minha cidade”. Pedro também
participa de movimentos sociais e políticos lutando por igualdade, melhorias
nos transportes públicos, educação, direito das mulheres, e na maioria dessas
ocasiões ele se caracterizava de Jesus. “Esta era a forma que encontrei para
fazer as pessoas refletirem sobre o nosso papel na construção de uma sociedade
melhor, algo que está em toda mensagem de Jesus Cristo”, comentou.
A paixão pelo Santa Cruz
começou aos 12 anos de idade, ele morava em São Paulo e ao retornar a Recife, seu pai o colocou na escolinha de futebol do Santa. Pedro chegou a
jogar nos intervalos dos jogos no Arruda. A partir disso surgiu o amor pelo
clube e o desejo de estar presente em todos os jogos. Quando não tinha dinheiro
para ir ao jogo, ele se aproveitava dos tumultos nas catracas, que eram comuns
na época, e conseguia entrar no estádio.
A partir de 2009, decidiu que
deveria acompanhar o Santa Cruz em todos os jogos e, como já carregava o personagem
“Jesus” há muitos anos, pensou em levá-lo aos estádios com a mesma proposta
social que ele sempre usava. Apesar de gerar algumas polêmicas como “usar a
imagem de Jesus em vão” e os comentários de algumas pessoas sobre “estar
brincando com a imagem de Jesus”, Pedro seguiu com a sua ideia e levou adiante. Deu certo. A grande massa tricolor apoia o personagem e as mensagens que ele
passa está sendo captada pela maioria dos torcedores por todo país.
Tratando um pouco mais do Pedro
perguntei se o personagem Jesus Tricolor já chegou a atrapalha-lo na vida
pessoal ou profissional. “Já atrapalhou muito, fui demitido de alguns empregos
porque acabava faltando o trabalho pra ir aos jogos do Santa.” Ele também
comentou que as pessoas o confundem muito pelo seu personagem, que já foi
criticado por estar em algum bar junto aos amigos, por namorar, por ser
encontrado em shows, e algumas outras coisas em que as pessoas julgam
“inadequadas” para “Jesus”. “Eu sou uma pessoa igual a todas as outras, gosto
de sair pra conversar com meus amigos, tenho minhas vontades próprias, gosto
muito de ler e amo também!”
No meio da entrevista Pedro
falou sobre seu mais novo projeto como Youtuber. Influenciado por alguns
amigos youtuberes, ele pensa em montar o próprio canal onde pretende
evidenciar suas viagens a jogos, filosofia de vida, o dia a dia em geral do
Pedro e do Jesus.
Confira tudo isso no vídeo:
Ah! a primeira coisa que ele fala é: Meu nome é Pedro Luna.
Domingo, um dia bem
depressivo (pelo menos pra mim), sei lá, deve ser o fato de que no outro dia
começa a semana, e com ela as responsabilidades como o trabalho, faculdade,
essas coisas... Tudo isso me deixa depressiva (brincadeira, hahaha). Mas é
sério, domingo, pra mim, é um ótimo dia para não se fazer nada, e como uma
ótima fazedora de nada que sou tava deitada pensando na vida e lembrei de um
filme que assisti há um tempo, Na Natureza Selvagem é o nome dele e resolvi
comentar sobre o mesmo aqui.
Outro dia eu tava ouvindo Wish You Were Here de Pink Floyd, no YouTube quando me deparei com algumas cenas do
filme em um dos vídeos adaptados para a música. Até então eu não o tinha
assistido, mas fiquei encantada com aquelas imagens, as fotografias eram lindas,
e quando vistas com a música rolando tudo se encaixava. Então fui pesquisar até
encontrar Into The Wild. O longa é dirigido por Sean Penn um roteirista,
produtor, ator, lindão, fodão e diretor de cinema norte-americano.
Na Natureza Selvagem conta a história
de Christopher MacCandlees um jovem de 24 anos, que decidiu sair da sua zona de
conforto, onde tinha tudo, e ao mesmo tempo, não tinha nada, ele sentia que era
vida o que lhe faltava. Chris doou o que tinha para a caridade, esqueceu seus
documentos e saiu sem rumo, mas sabendo muito bem pra onde ia. Ele dedicou
meses de sua vida para viver de verdade, se entregou a natureza, conheceu
pessoas, enfrentou seus medos, e acima de tudo, viveu. E tudo isso sem falar da trilha sonora, nosso querido Eddie Vedder se superou.
O filme me fez pensar bastante no que
sou hoje e no que quero ser, sabe? Me fez refletir e enxergar as coisas ao meu redor, as
preocupações diárias, o trabalho, tudo. A
gente passa a maior parte da vida trabalhando, pra no fundo, dar satisfação ao
mundo com nossos bens matérias adquiridos. Mas, na maioria das vezes esquecemos
de nos perguntar o que queremos de verdade, se isso nos basta. Casa própria,
carro, tudo isso é bom, mas será que é o suficiente? Independência financeira
é ótima, tenho a minha desde os 17 anos e confesso que não fiz nem metade
das coisas que eu realmente queria fazer, mas ainda tenho tempo (calma aí), na verdade enquanto há vida, há tempo.
Costumamos dar tanta importância pra opinião
alheia, às vezes preferimos viver insatisfeitos para dar satisfação a quem nos
cerca e muitas vezes por medo de sair da nossa zona de conforto, só que a vida
é mais que isso. A vida é curta demais e precisa ser bem vivida, precisamos
fazer o que realmente queremos, com vontade, com amor, sem medo dos julgamentos
que, por consequência virão, carregando aprendizados, errando, aprendendo e
procurando fazer diferente, procurando acertar. Raul Seixas dizia isso muito
bem na música Ouro de Tolo (uma das minhas favoritas do Raulzito), que também
faz com que a gente levante esse questionamento sobre o que somos e o que
queremos ser.
Olha só quem tá falando, logo eu que
vivo me fazendo cobrança relacionada a trabalho, que sempre me importei tanto
com o que os outros falam ou poderiam falar de mim... mas repensar a vida faz
parte e ver que tenho uma porção de coisas realmente grandes pra conquistar e
não ficar aqui parada também. Recomendo o filme (que inclusive, tem
na Netflix) recomendo ouvir Pink Floyd, Raul Seixas e recomendo uma reflexão sobre sua vida. Até mais!