Presentemente
eu posso me considerar uma mulher de sorte, porque ontem, dia 10/08/2014 foi
comemorado o Dia dos Pais e eu tenho logo dois, dois maravilhosos homens que
tive/tenho a alegria de conviver. Mas o texto hoje vai pra ele que de fato
me criou, educou, e sempre esteve presente, ele é meu avô! O meu lindo Valdecir Arruda!
Bom, como eu pretendo falar mais sobre músicas, focar no significado delas na vida de quem as ouve, hoje vou falar sobre uma música que tem uma enorme importância e significado pra
mim e aproveitando que ontem foi o dia dos pais vou deixar aqui minha mensagem.
Quando
criança eu adorava ouvir as histórias dos adultos, gostava daquela ideia de que
um dia eu, talvez, passasse pelas mesmas experiências que eles comentavam
(pobre criança inocente! haha), jogava bola com os vizinhos, brincava de boneca
com minhas primas, mas o que eu mais gostava de fazer era deitar no sofá com
meu avô pra ouvir música. Músicas de vários estilos e épocas diferentes. Cara,
com certeza era (e ainda é) o que mais gosto de fazer!
Na época eu não entendia absolutamente nada sobre o que eu ouvia, apenas gostava das melodias e aproveitava a boa companhia do meu avô. Ficava admirada com o som dos instrumentos, as rimas, as vozes dos cantores... enfim (foca no tema, Vanessa!) Bom, eu vou falar sobre uma música que tem um significado grande para o seu compositor e que eu me identifico bastante. A música de hoje e primeira do blog é: Avôhai.
Na época eu não entendia absolutamente nada sobre o que eu ouvia, apenas gostava das melodias e aproveitava a boa companhia do meu avô. Ficava admirada com o som dos instrumentos, as rimas, as vozes dos cantores... enfim (foca no tema, Vanessa!) Bom, eu vou falar sobre uma música que tem um significado grande para o seu compositor e que eu me identifico bastante. A música de hoje e primeira do blog é: Avôhai.
Essa canção
provoca uma curiosidade em muita gente devido a seu significado em toda
história. Composta por Zé Ramalho, no ano de 1977, "Avôhai" estava
entre as faixas do seu primeiro disco solo, lançado em 1978. Zé compôs
essa música em homenagem ao seu avô, Raimundo que o criou depois da morte de
seu pai, quando tinha apenas 3 anos de idade. "Avôhai"
significa, na verdade, avô e pai.
A música fala bastante sobre a continuidade da espécie, a relação da passagem de sabedoria que o avô passa para o pai, que passa para o filho... O que permite que eu me identifique com a mensagem, na medida em que fui criada por um “avôhai” e entre as músicas que eu ouvia quando criança com meu avô ela estava incluída. Era engraçado porque eu sempre o perguntava o que seria “avôhai” e ele logo me respondia “É o avô de Ray”, Ray, por sinal é minha irmã, que também é neta dele o que significa que eu sempre soube o que é “avôhai”, meu avô/pai.
Ficou meio louco, né? Te aperreia não, depois piora.
A música fala bastante sobre a continuidade da espécie, a relação da passagem de sabedoria que o avô passa para o pai, que passa para o filho... O que permite que eu me identifique com a mensagem, na medida em que fui criada por um “avôhai” e entre as músicas que eu ouvia quando criança com meu avô ela estava incluída. Era engraçado porque eu sempre o perguntava o que seria “avôhai” e ele logo me respondia “É o avô de Ray”, Ray, por sinal é minha irmã, que também é neta dele o que significa que eu sempre soube o que é “avôhai”, meu avô/pai.
Ficou meio louco, né? Te aperreia não, depois piora.
Abaixo a letra da música seguida do vídeo.
Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje
De caçador
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje
De caçador
Oh meu velho e invisível
Avôhai
Oh meu velho e indivisível
Avôhai
Avôhai
Oh meu velho e indivisível
Avôhai
Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro, coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redor
Em meu cérebro, coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redor
Se eu disser
Que é mei sabido
Você diz que é bem pior
E pior do que planeta
Quando perde o girassol
Que é mei sabido
Você diz que é bem pior
E pior do que planeta
Quando perde o girassol
É o terço de brilhante
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo
Da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia só
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo
Da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia só
Avôhai!
Avôhai!
Avôhai!
Avôhai!
Avôhai!
O brejo cruza a poeira
De fato existe
Um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas
Que fitar
De fato existe
Um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas
Que fitar
Mas que bebem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai
Na pedra de turmalina
E no terreiro da usina
Eu me criei
Voava de madrugada
E na cratera condenada
Eu me calei
E se eu calei foi de tristeza
Você cala por calar
Mas e calado vai ficando
Só fala quando eu mandar
E no terreiro da usina
Eu me criei
Voava de madrugada
E na cratera condenada
Eu me calei
E se eu calei foi de tristeza
Você cala por calar
Mas e calado vai ficando
Só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência
Com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando
Eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar
Com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando
Eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar
Avôhai! Avôhai!
Avôhai! Avôhai!
Avôhai! Avôhai!
Nenhum comentário:
Postar um comentário